Para rir e chorar

Donald Trump é tudo o que suas expressões indicam. Arrogante, machista, xenófobo, asqueroso, mentiroso, sonegador, malaco farinha láctea, brega, um ditador em gestação. Difícil entender como um país tão rico pode ter feito ir tão longe uma figura tão caricata, com o sério risco de se tornar presidente da (ainda) maior potência mundial.

É de fazer inveja ao terceiro mundo. Estados Unidos estão próximos de se tornar a republiqueta dos hot dogs. Trump é uma mistura de Fidel Castro com Hugo Chavez e Sargento Garcia – na personalidade, não em ideologia. Já em estilo ele tá disputando com  Liberace e Pedro de Lara.

Seria até engraçado, se não fosse tão perigoso. Fico aqui na torcida para que esse bufão fique pelo caminho. Com o poder econômico que obteve em grandes negócios, Trump conseguiu convencer milhares de investidores que acreditaram nele. Muitos quebraram. Com poder político nas mãos, o homem é dinamite no porta-malas do carro em alta velocidade, numa estrada esburacada.

Tem tudo para dar errado. E vai sobrar pro resto do mundo.

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Kireeff demorou, Belinati levou

Passado o auge da fervura do domingo eleitoral, minhas conclusões sobre o que ocorreu em Londrina provavelmente vão desagradar muitos dos amigos aqui do face. Mas vamos as elas, mesmo assim:

1 – O resultado já era previsível.

2 – Motivo: a saída de Kireeff, que a meu ver seria praticamente imbatível na reeleição, deixou o caminho aberto para a vitória de Marcelo Belinati.

3 – A indefinição de Kireeff sobre se iria ou não concorrer e a demora em decidir quem seria o candidato do grupo completou o cenário pró-Belinati.

4 – Fazer um bom sucessor é uma das missões de um bom governo, para que não haja retrocesso.

5 – Quando Wilson Moreira estava para deixar a Prefeitura, o PMDB cometeu um erro ao escolher José Tavares como candidato, numa manobra que tirou Oswaldo Macedo do páreo e facilitou em muito para Antonio Casemiro Belinati vencer, com uma diferença mínima de votos. Tavares tinha rejeição. Macedo, não. São histórias parecidas, não idênticas, obviamente.

6 – A escolha de Orsi, mesmo tendo todas as qualidades e apoio que tem, também esbarrou na rejeição. Kireeff, quando passou para o segundo turno nas eleições passadas, tinha rejeição próxima de zero. Isso faz toda a diferença quando se entra num fogo cerrado de uma campanha que tem do outro lado artilharia do calibre de um Boca Aberta ou um franco atirador como Luciano Odebrechet.

7 – Marcelo Belinati assume em janeiro com a chancela e o ônus que o sobrenome lhe confere e sob a desconfiança de praticamente a metade da cidade. A história vai se repetir? O belinatismo voltou com tudo? Nos resta torcer para que não e não. Vou torcer muito para que o governo seja do prefeito eleito, não do tio que o inspirou e alavancou. E para que a gestão do eleito seja competente e limpa do começo ao fim.

8 – E que a vigilância de Londrina seja permanente.

9 – Amém.