Briga boa!

Assessoria do deputado estadual Tercílio Turini encaminha material sobre a audiência pública promovida pela Frente Parlamentar contra Prorrogação dos Contratos de Pedágio no Paraná. Foi realizada na Catedral de Cornélio Procópio e reuniu, na noite de quinta-feira, mais de 500 pessoas.

Taí uma briga que merece ser brigada.

Poucas coisas são tão absurdas neste Paraná quanto o descarado golpe imposto aos paranaenses e a todos os que passam pelo Estado pelo glorioso arquiteto Jaime Lerner.

Não à toa, o sujeito desapareceu da cena pública desde então.

O Paraná tem seguramente alguns dos pedágios mais caros do mundo. Muito pior que vários deles estejam em rodovias de pistas simples, como essas que ligam Londrina a Ourinhos ou Assis, no Estado de São Paulo.

Ainda mais absurdo – ou pior que o pior do pior – é que, graças a um contrato absolutamente desonesto com os usuários, em nenhuma destas rodovias há estradas alternativas para quem não quer pagar o pedágio.

Pena que a participação da população nessas audiências, já foram realizadas 11 cidades, incluindo Londrina, não é proporcional à importância do assunto.

Essa iniciativa dos deputados merece atenção, apoio e participação.

Turini é um dos principais articuladores do movimento e diz que a audiência de Cornélio Procópio foi uma das maiores. “O pedágio tem preço abusivo, o mais caro do Brasil. E a região de Cornélio Procópio é a mais penalizada”. destaca.

Quem vai de Londrina a Cornélio paga absurdos R$ 21,00 na praça de pedágio de Jataizinho. Quem volta, paga os mesmos R$ 21,00.

O pedágio existe em praticamente todo o mundo e sempre representou um instrumento importante para o sistema viário.

A questão, no caso do Paraná, é que o pedagiamento criado por Lerner com seu “Anel de Integração” transformou quem circula de carro pelo Estado em uma espécie de refém das concessionárias.

Não há como fugir dos pedágios, não há como pagar menos, não há para quem reclamar.

Só ganha quem recebe o pedágio. O retorno é próximo de zero.

Uma verdadeira arapuca.

Tem que acabar. E recomeçar do zero.

 

 

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