Vila Verde, alimentação saudável

Quem procura alimentos saudáveis tem, todas as quartas-feiras, até o final de novembro, uma oportunidade especial de consumir ou adquirir, na Vila Verde Catuaí, uma grande variedade de itens naturais oferecidos por produtores locais e da região.

Inaugurada no dia 16, na praça de eventos do shopping, desde a última quarta-feira ela vem sendo realizada na área externa da entrada principal, ao lado das grandes palmeiras imperiais que adornam a fachada do Catuaí.

A feira funciona das 17h às 22h.

A proposta do shopping é valorizar a produção local e atender a crescente demanda por alimentos mais saudáveis, promovendo o consumo consciente e a qualidade de vida.

A feira foi concebida dentro do conceito de sustentabilidade e vida saudável. Além dos alimentos, há espaço para crianças com brinquedos em madeira e corda, além de nichos e mesas fabricadas com madeira de reflorestamento.

Na última quarta-feira, o espaço infantil da Vila Verde estava entre os mais concorridos, sinal de que as crianças aprovaram os vários brinquedos.

A variedade de produtos é muito grande e os preços, justos.

A relação dos expositores inclui Barro Blue, SK e T – Cogumelos Comestíveis, Akko Saladas, Forno, Magnólia Floral, Baobá, Marabú, Chácara Santo Antonio, Regina Elena Minto Mosaicos, Le Gusta Temperos, Chácara São José e Ukalaa Artesanatos, Comidaria Green, Green 4 Food, Parr Kitchen, Chão Comum, Horta Fazenda São Virgilio e produtores orgânicos da região.

Segundo o shopping, outros expositores serão incorporados à feira ao longo do evento.

A feira conta também com música ao vivo e aulas de alongamento.

Confira algumas imagens da feira da última quarta-feira. Amanhã tem mais.

 

 

Reforço:

  • Vila Verde Catuaí
  • Catuaí Shopping Londrina
  • Toda quarta-feira, das 17h às 22h
  • Espaço em frente à entrada principal 

Os frutos de uma árvore ruim

Desacredito em praticamente tudo que venha de Michel Temer, em especial na área econômica.

O discurso econômico tão bem polido por Henrique Meirelles, de rigor fiscal e controle de gastos, nada mais é do que isso mesmo, discurso.

Pior: está escondendo um pacote de maldades e benevolência com grupos específicos que beira à negociata.

Privatização, desde que bem explicada e justificada, faz parte de qualquer gestão responsável.

Assim como está sendo feita, no galope, sem qualquer discussão, é um prato cheio para golpes bilionários.

Dois exemplos: Infraero e loterias. São duas fontes de recursos, superavitárias, que em princípio não teriam necessidade de ser vendidas.

Se a justificativa do governo é fazer caixa para equilibrar as contas, essa é uma forma absolutamente desonesta de gestão. Para resolver seu problema imediato, a União vende o que tem mesmo empresas rentáveis e no futuro quem vai pagar será a população. Isso porque se vende uma fonte de rentabilidade, o que significa que esse dinheiro deixará de entrar nos cofres do governo no futuro. E para sempre.

Só a Infraero teve superávit de cerca de R$ 160 milhões este ano.

No caso das loterias, uma parcela considerável da arrecadação é redistribuída para áreas sociais. Com as regras que devem ser adotadas na privatização, essa parcela sofrerá uma redução drástica.

Novamente, para levantar dinheiro o governo vende um negócio superavitário e sacrifica a arrecadação futura.

Difícil dizer qual seria o ganho da sociedade com a privatização dessas duas empresas.

Fácil dizer quem ganharia com essas vendas, que remetem ao programa de privatização de FHC, iniciado pela Companhia Siderúrgica Nacional, à época um exemplo de gestão e lucratividade.

Só se justifica na cartilha dos neoliberais, que bebem na mesma fonte maniqueísta que alimenta os esquerdistas de carteirinha. E também, claro, na agenda dos fazedores de negociata, especialmente daqueles com pouco tempo de poder pela frente.

A liberação de áreas para mineração por grupos estrangeiros na Amazônia é outro capítulo nessa história. Tudo nessa questão sugere se tratar de mais um caso que deveria ser investigado pelo Ministério Público Federal.

Novamente, o problema não é mineração naquela região em si, mas a forma como foi feita liberação. Os recursos podem ser explorados, mas através de um processo que seja transparente e discutido com a sociedade.

Temer chegou à Presidência graças ao que os petistas insistem em chamar de golpe.

Temer havia chegado à vice-presidência graças à sua coligação histórica com o PT.

E, agora, graças a esses dois pilares da política brasileira, sobra para nós todos uma combinação maldita capaz de acabar de matar um país que em poucos anos saiu da condição de bombado para se tornar moribundo.

Um governo que, seguindo a cartilha de Meirelles, só consegue vislumbrar saídas com a venda de ativos e riquezas e com o aumento de impostos, num país fragilizado pela crise e minado pelo desemprego, é tudo menos um governo de verdade.

Por essas e por outras tantas que desacredito em Temer.

turma macabra

 

Londrina vai ao Jardim Botânico

Este último domingo de agosto, mesmo ainda em pleno inverno, foi tomado pelo calor em Londrina, com os termômetros batendo nos 32 graus. A temperatura elevada foi o empurrão que faltava para muita gente resolver sair de casa e aproveitar o dia ao ar livre.

E para onde foram muitos londrinenses nesse domingão?

Para o Jardim Botânico.

E para lá foram muitos londrinenses mesmo!

Para quem costuma frequentar o local durante a semana para caminhar, pedalar e fazer longboard, o cenário era espantoso.

O estacionamento do Jardim Botânico estava lotado e as margens da avenida dos Expedicionários estavam tomadas por carros num trecho de cerca de 300 metros.

Dentro, o fluxo de pessoas era intenso. O espaço é aberto, democrático e o público heterogêneo aproveita os gramados para piqueniques, os lagos, minas, as muitas áreas de sombra e as trilhas. Programa para famílias inteiras, casais de namorados e grupos de amigos.

O local atrai também fotógrafos que aproveitam o cenário para ensaios.

Mesmo que demande melhorias, especialmente na manutenção, o Jardim Botânico realmente caiu nas graças do londrinense.

Pequenos comerciantes de alimentos também descobriram o novo endereço.

Aberto ao público em 2014, o Jardim Botânico possui mais de 1 milhão de metros quadrados de mata nativa, nascentes e rios. Uma terceira etapa do projeto inclui restaurantes, cafés, anfiteatro, salas de aula e jardins temáticos.

 

Últimas sessões de “João e o pé de feijão”, no Teatro do Clubinho

Agosto está chegando ao final e, com ele, a temporada de “João e o pé de feijão” no Teatro do Clubinho, do Londrina Norte Shopping.

Terceira montagem em cartaz no espaço para teatro infantil criado pelo Londrina Norte, a peça atraiu grande público.

Quem foi adorou a história do João e sua vaquinha Mimosa, além da harpa que fala tudo em rima, cigana dos feijões mágicos e do gigante assustador que gosta de cantigas de ninar.

Quem não foi pode aproveitar as quatro sessões deste final de semana, no sábado e domingo.

O espetáculo é baseado no clássico homônimo dos contos infantis, com dramaturgia e direção feitos pelos próprios artistas da trupe do Clubinho Olifa Ollon, Carol Alves e Rafael Avansini.

O Teatro do Clubinho foi concebido especialmente para as crianças, com decoração e mobiliário característicos, além de dois nichos com mesinhas e pufes para os pequenos realizarem atividades lúdicas acompanhados pelos pais ou por monitores.

A programação conta com um espetáculo diferente todos os meses, principalmente baseados nos clássicos infantis. Em junho, foi “Chapeuzinho Vermelho” e, em julho, “João e Maria”. As sessões são sempre aos sábados e domingo, às 16h e 18h.

O espetáculo do mês de setembro já está definido: “Os três porquinhos”.

Os ingressos têm preço único de apenas R$ 10,00.

O estacionamento do Londrina Norte é gratuito.

A produtora do Teatro do Clubinho, Katja Vignard, afirma que cerca de 5 mil pessoas já assistiram aos espetáculos infantis, um público que ela define como expressivo.

“O espaço é uma iniciativa inédita em Londrina e a presença das crianças e seus pais mostra que a proposta do projeto é correta ao incentivar, com preço acessível, a educação para o teatro e valorizar os talentos locais”, acrescenta Vignard.

 

Ficha Técnica:

  • Costureira: Aparecida de Paula Carmo

  • Bonecos: Alex lima e Alefa Estudio

  • Cenário: Adilson Hilário – Interage

  • Figurinos: Alex Lima

  • Direção: Coletiva

  • Dramaturgia: Olifa Ollon

  • Elenco: Carol Alves, Olifa Ollon e Rafael Avansini

  • Produção: André Guedes e Katja Vignard

 

 

Briga boa!

Assessoria do deputado estadual Tercílio Turini encaminha material sobre a audiência pública promovida pela Frente Parlamentar contra Prorrogação dos Contratos de Pedágio no Paraná. Foi realizada na Catedral de Cornélio Procópio e reuniu, na noite de quinta-feira, mais de 500 pessoas.

Taí uma briga que merece ser brigada.

Poucas coisas são tão absurdas neste Paraná quanto o descarado golpe imposto aos paranaenses e a todos os que passam pelo Estado pelo glorioso arquiteto Jaime Lerner.

Não à toa, o sujeito desapareceu da cena pública desde então.

O Paraná tem seguramente alguns dos pedágios mais caros do mundo. Muito pior que vários deles estejam em rodovias de pistas simples, como essas que ligam Londrina a Ourinhos ou Assis, no Estado de São Paulo.

Ainda mais absurdo – ou pior que o pior do pior – é que, graças a um contrato absolutamente desonesto com os usuários, em nenhuma destas rodovias há estradas alternativas para quem não quer pagar o pedágio.

Pena que a participação da população nessas audiências, já foram realizadas 11 cidades, incluindo Londrina, não é proporcional à importância do assunto.

Essa iniciativa dos deputados merece atenção, apoio e participação.

Turini é um dos principais articuladores do movimento e diz que a audiência de Cornélio Procópio foi uma das maiores. “O pedágio tem preço abusivo, o mais caro do Brasil. E a região de Cornélio Procópio é a mais penalizada”. destaca.

Quem vai de Londrina a Cornélio paga absurdos R$ 21,00 na praça de pedágio de Jataizinho. Quem volta, paga os mesmos R$ 21,00.

O pedágio existe em praticamente todo o mundo e sempre representou um instrumento importante para o sistema viário.

A questão, no caso do Paraná, é que o pedagiamento criado por Lerner com seu “Anel de Integração” transformou quem circula de carro pelo Estado em uma espécie de refém das concessionárias.

Não há como fugir dos pedágios, não há como pagar menos, não há para quem reclamar.

Só ganha quem recebe o pedágio. O retorno é próximo de zero.

Uma verdadeira arapuca.

Tem que acabar. E recomeçar do zero.

 

 

Ninguém merece esses dois

dupla invencívelA por ora apenas verborrágica guerra da Coreia do Norte já conseguiu o feito de ser o embate entre duas figuras que deverão entrar para a História como dois grandes, belicosos e perigosos imbecis. Dois egos imensamente maiores que seus respectivos cérebros.

Ambos se parecem demais. E guardam como característica indelével a incapacidade de autocrítica e a prática de aterrorizar os assessores mais próximos, que jamais ousam criticá-los.

Os resultados são emblemáticos.

Trump se acha lindo.

Kim Jong-un se considera um popstar carismático.

Nas aparições mais recentes, o terceiro dono da monarquia comunista da Coreia do Norte aparece ostentando uma irritante risadinha, uma meia gargalhada débil que usa em qualquer situação.

Está lançando mísseis, ele ri.

Está visitando tropas, gargalha.

Está andando por campos de arroz, arreganha os dentes.

Sempre com seus fotógrafos oficiais, que se perderem o reluzir daqueles dentes lindos certamente vão mais cedo beijar a mão do São Pedro asiático ou seu equivalente.

E os agregados, militares ou civis, que estiverem junto devem sorrir em harmonia com o líder para que a imagem fique completa.

Dizem que um dos principais generais do regime norte-coreano foi executado por ordem de Kim Jon-un por não ter, segundo ele, chorado como deveria no funeral do seu pai, que fora o segundo dono da monarquia comunista do país.

Trump não gargalha, ele faz biquinho.

Imagino um assessor tendo honra de informá-lo que esse gesto é patético e desrespeitoso com o resto do mundo…

A cúpula do staff da Casa Branca já foi pelos ares, por motivos bem mais sérios que esse. Mas teria ido antes se alguém tivesse tal coragem.

O sorriso do norte-coreano e a estupidez do norte-americano não teriam a menor importância se ambos não tivessem poderio atômico em suas mãos.

Mas ambos têm, embora em proporções diferentes, e podem provocar a morte de milhões de pessoas bem rapidinho.

As personalidades com egos exacerbados são sempre muito perigosas.

É por isso que transformar figuras políticas em líderes acima de qualquer questionamento é um passo para o fracasso.

Elevá-los em ídolos, então, é desastre na certa.

Todos devem ser analisados, vigiados, questionados e julgados para, quando o merecerem, serem condenados e punidos.

Kim Jong-un sorri para os pobres coitados dos norte-coreanos, um povo manipulado, aterrorizado e censurado que vive sob ameaça. É certo que o ditadorzinho monstruoso escolhe cada fotografia sua que será distribuída pela agência oficial do regime, para que todos naquele país acreditem na mensagem que ele quer passar – seja lá qual for.

Trump faz beicinho para o mundo. E repete quase que diariamente sua mensagem de superioridade tão artificial quando a cabeleira alaranjada, que exibe sobre a cabeça ungida de um líder de direita que faz sucesso nos negócios e no showbizz. Nunca foi um líder e nem será.

Esses dois se merecem.

Ninguém merece esses dois.

E tem quem, por aqui, tem coragem de defender a ideologia do primeiro e a sanidade do segundo.