Decisão do TSE é triste lição

O Tribunal Superior Eleitoral se igualou àqueles a quem julga.

Não por decisão de todos os seus ministros, obviamente, já que foram 3 votos favoráveis e 4 contrários à cassação da chapa Dilma-Temer.

A decisão coube ao presidente do TSE, Gilmar Mendes, que votou contra. Não só contra a cassação da chapa, mas contra todas as provas, contra a gravidade absoluta dos crimes e contra da mínima decência moral.

Gilmar Mendes não se constrangeu em anunciar uma decisão que foi exatamente a inversa de outra que havia tomado recentemente.

Os outros três votos contrários foram: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.

Votaram a favor o relator Herman Benjamin e os ministros Luiz Fux e Rosa Weber.

O principal argumento dos que decidiram manter o mandato de Temer e a elegibilidade de Dilma Rousseff foi o de que as delações dos executivos da Odebrecht e dos marqueteiros do PT não poderiam ser aceitas.

Mesmo com a defesa das delações apresentada pelo relator e principalmente pela gravidade das revelações feitas pelos delatores, os quatro ministros optaram por beneficiar quem cometeu os crimes eleitorais comprovados.

Para os brasileiros, fica a lição: o crime, se for eleitoral, compensa sim!

 

 

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