Gleise assume e ignora corrupção

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Gleise Hoffmann abraça Lula ao final do congresso do partido em que foi eleita presidente. Lula Marques/Agência PT

A posse de Gleise Hoffmann como presidente nacional PT, na noite deste sábado, deve trazer um novo estilo ao partido. Sai Rui Falcão, que pouco aparecia. Entra Gleise, a verborrágica e visceral defensora de Dilma Rousseff e Lula, senadora que não pensava duas vezes para atacar qualquer um que cruzasse o caminho do partido.

A leoa do partido no Senado, uma das investigadas na Lava Jato, agora manda no partido. Ela é a primeira mulher nessa posição.

O discurso da presidente Gleise já dá mostras de como o PT deverá se comportar. Vejamos alguns trechos do discurso e da entrevista dela ao jornalista Bernardo Barbosa, do UOL:

  • Há no Brasil uma luta aberta de classes. Por isso, o partido precisa disputar consciências e fazer alianças à esquerda.
  • Os petistas investigados ou condenad 

    os por corrupção na Operação Lava Jato não enriqueceram ilicitamente. O que está sendo investigado é a origem de recursos doados às campanhas eleitorais, dentro do modelo existente no Brasil.

  • “A Lava Jato foi tendenciosa desde o início, e que teve foco no PT, na desconstrução de suas lideranças, de seu líder maior, o Lula. Grande parte desses processos não observou o devido processo legal. Não tem provas concretas.”
  • “Eu respondo um processo. Não estou culpada, não estou condenada, e vou fazer a minha defesa. Eu acho que o fato de eu responder um processo ou o Lula responder processo, ou outros membros do PT responderem processo, não pode afetar mais do que já foi afetada a imagem do PT.”
  • “Nós temos muitas lideranças no PMDB que têm posições mais progressistas, e que podem ajudar em um avanço programático no Brasil.”

Com base no estilo Gleise e em suas primeiras falas, o PT continuará negando seus gravíssimos erros, principalmente a corrupção que atingiu proporções absurdas nos governos Lula-Dilma e vem sendo confirmada, reafirmada e devidamente condenada pela Justiça. Também manterá o surrado discurso da disputa de classes, essa conversa dissimulada que só apareceu de verdade depois que o partido se viu atolado em ilegalidades.

A Lava Jato continuará na mira do petismo, que considera a operação uma estratégia de opositores de minar o partido e, principalmente, Lula. Argumento que vem sendo fulminado nas últimas semanas, com Temer e Aécio Neves sendo cercados pelo Ministério Público Federal. Aécio, a quem o PT chamava de de protegido da Lava Jato, foi afastado do cargo e está bem pertinho de ser preso.

Como preso está Rodrigo Rocha Loures, muito amigo de Temer e o homem da mala de propina filmado pela Polícia Federal dando uma corridinha providencial para acomodar R$ 500 mil no porta malas de um táxi.

E quem imaginou que o0 PT iria riscar o PMDB do mapa depois da articulação que resultou na queda de Dilma e posse de Temer, ela já avisa que não é bem assim.

Pelo jeito, muda o estilo, mas o “mundo do PT” se manterá intacto.

Ah, o espaços oficiais do partido na Internet adotaram o “presidenta” também para Gleise! Isso não dá lá muito certo…

 

 

 

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