De olho em Torquato Jardim

O novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, semeou dúvidas em sua entrevista ao Jornal Nacional neste derradeiro dia de maio. Ele avisou que pode tudo, inclusive trocar o diretor geral da Polícia Federal no cargo desde 2011 e considerado peça-chave na engrenagem da Lava Jato.

Disse também que as decisões serão tomadas “em colegiado com outros ministros” e que a palavra final será de Temer.

Nada mais temerário.

Temer, o investigado, decidirá quem ocuparia o cargo que o afeta diretamente.

O recado de Jardim é claro: se Temer quiser, a Lava Jato pode sofrer interferência política explícita.

Ele deixou explícito que, na mais grave crise moral e institucional do País, não hesitará em beijar a mão de chefe e zombar dos brasileiros.

Ah, o ministro da Justiça (!) disse também que, para ele, não interessa se a doação de campanha foi feita com dinheiro sujo ou caixa 2, desde que tenha sido registrada formalmente. “Não interessa a origem.” Todos, menos ele, poderiam dizer tal absurdo.

Esse merece vigília multiplicada.

torquato jardim

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