A educação se deteriora

Os dados divulgados nesta manhã pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) referentes a 2015 são muito graves. E igualmente muito tristes. O Brasil não só se mantém nas piores colocações entre os 76 países pesquisados, como piora sua posição em relação ao levantamento realizado três anos antes.

Numa análise linear, não se pode dizer que houve um governo melhor que o outro na gestão da educação no Brasil. Todos foram o que de pior poderiam ser. E isso desde o regime militar, que fez uma reforma do ensino que abriu caminho para a deterioração do ensino público brasileiro.

Até a década de 1970, muitos vão se lembrar, tínhamos escolas públicas de qualidade, com um ambiente favorável e uma cultura de ensino respeitável. Poucas eram as escolas particulares, principalmente em cidades menores.

Nada contra a evolução do ensino privado, mas isso jamais poderia ter ocorrido na exata proporção do sucateamento e desmoralização das escola pública. Foi uma ferida aberta pelos militares e depois agravada na redemocratização.

quadro-pisa

Nada menos do que 70,3% dos estudantes brasileiros na faixa dos 15 anos (que é o universo pesquisado) ficaram abaixo do nível 2 na avaliação, definido como patamar mínimo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão da ONU que realiza a consulta, para que o estudante possa exercer sua cidadania de forma plena.

Interessante ressaltar o vínculo direto que a OCDE faz, com a pesquisa, enter educação e desenvolvimento econômico. O ensino de qualidade é um fundamento para o crescimento econômico e social.

E o Brasil vem fazendo muito feio.

No momento em que nos deparamos com a urgência de uma reforma política e administrativa que ponha fim à corrupção e a incompetência criminosa de nossos órgãos governamentais, precisamos igualmente e corrigir as rotas da educação no País.

O Brasil vem há cinco décadas se desconstruindo. Na contramão do mundo.

 

As dez maiores médias em matemática:

1)      Cingapura: 564 pontos

2)      Hong Kong (China): 548 pontos

3)      Macau (China): 544 pontos

4)      Tawian (Chinese Taipei): 542 pontos

5)      Japão:  532 pontos

6)      B-S-J-G* (China): 531 pontos

7)      Coreia: 524 pontos

8)      Suíça:  521 pontos

9)      Estônia: 520 pontos

10)  Canadá: 516 pontos

*Províncias chinesas Pequim, Shanghai, Jiangsu e Guangdong

As dez menores médias em matemática:

1)      República Dominicana: 328 pontos

2)      Argélia: 360 pontos

3)      Kosovo: 362 pontos

4)      Tunísia: 367 pontos

5)      Macedônia: 371 pontos

6)      Brasil: 377 pontos

7)      Jordânia: 380

8)      Indonésia: 386 pontos

9)      Peru: 387 pontos

10)  Colômbia: 390 pontos

 

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