Fiador de peso

Tem um vídeo circulando de uma entrevista de Paulo Salim Maluf em que ele garante que Lula é absolutamente honesto.

!

Maluf dando garantia de honestidade a um político acusado de corrupção!

O fiador de Lula está até hoje na lista da Interpol por crime de lavagem de dinheiro. Se o pegam em algum aeroporto internacional, vai preso.

Bizarrices brasileiras nível máximo.

!

 

 

Alma viva mais… ré ainda!

Lula se tornou hoje réu pela quinta vez em processos de corrupção – quatro ligados à Lava Jato e um à Operação Zelotes.

Isso significa que as provas contra o ex-presidente são muitas e consistentes.

E há ainda quem questione as investigações, acusando promotores e juízes de tudo que podem.

Lula foi delatado não por um envolvido, mas por vários.

E os indiciamentos vão se acumulando.

A alma viva mais honesta das galáxias terá de ir a pé para a prisão.

Bem feito, para quem traiu os votos que recebeu.

Corrupção é crime, mesmo (e principalmente) quando cometida pelos “companheiros”.

 

Dinheiro do FGTS vai pro caixa dos grandes bancos

O discurso do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na prévia do que deve ser o pacote de medidas com o qual o governo Temer pretende incentivar a a retomada da atividade econômica do País, inspira cuidados. Há muito o que explicar. Principalmente pela primeira ferramenta anunciada do tal pacote: o incentivo ao crédito.

OK, o crédito é uma peça elementar em qualquer economia livre. Mas a aposta de Meirelles é a autorização do uso do saldo do FGTS por trabalhadores endividados para que, assim, possam voltar a contrair empréstimos e retomar o consumo. Essa seria uma estratégia de microeconomia capaz de gerar resultados mais efetivos que medidas macroeconômicas, como o ajuste fiscal.

Epa! Ficou confusa a coisa.

O mais preocupante, porém, é que a autorização do uso do FGTS para quitar dívidas vai irrigar principalmente o caixa dos grandes bancos de varejo – que são em número cada vez menor no Brasil. Isso porque a inadimplência é muito maior e mais feroz exatamente no sistema financeiro – cheque especial e cartão de crédito – do que no comércio ou no setor de serviços.

Não seria exagero supor que essa medida tem a mão dos grandes bancos, os mesmos que vêm dando as cartas no Brasil há várias décadas, independente do regime ou da cor dos governos.

O brasileiro paga os maiores juros do planeta. Paga muito mais do que se poderia considerar razoável. Em muitos casos – para não dizer na totalidade – a inadimplência imputada aos correntistas é fruto de juros escorchantes, que fogem a qualquer lógica de mercado.

Pelas taxas praticadas no resto do mundo, a grande maioria dos devedores não teria mais nada a pagar ao banco e teria direito, inclusive, que receber um bom valor que pagou a mais.

Em outras palavras, grande parte da inadimplência simplesmente não existiria se tivéssemos taxas civilizadas de juros.

Confira os juros cobrados no cheque especial pelos grandes bancos:

Banco juro mês juro anual
BCO DO BRASIL S.A. 12,22% 299,03%
CAIXA ECONOMICA FEDERAL 12,29% 302,03%
BCO BRADESCO S.A. 12,41% 307,16%
BANCO GERADOR S.A. 12,68% 318,77%
ITAÚ UNIBANCO BM S.A. 12,88% 328,08%
BCO DAYCOVAL S.A 13,96% 379,79%
BCO CITIBANK S.A. 14,36% 400,60%
BCO SANTANDER (BRASIL) S.A. 15,22% 447,29%
BCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. 16,28% 510,83%

Pesquisa do Banco Central do Brasil no período de 24/11/2016 a 30/11/2016

No cartão de crédito, a voracidade é ainda maior:

Instituição
juros ao mês
juros ao ano
ITAÚ UNIBANCO BM S.A.
18,05%
632,11%
AVISTA S.A. CFI
25,01%
1.356,54%
LUIZACRED S.A. SOC CFI
18,05%
632,62%

À primeira vista, a iniciativa do governo parece positiva para o cidadão que está atolado em dívidas, mas quem vai sair ganhando com essa manobra, na verdade, são os senhores do dinheiro brasileiro.

Infelizmente, essa história vai se repetir.

 

O exemplo que vem da Europa: bancos multados por cartel!

Uma notícia que circulou ontem nos meios econômicos mundiais e que aparentemente interessa apenas aos europeus deveria interessar – e muito – às autoridades e ao cidadão brasileiro. Trata-se de uma multa aplicada pela agência antitruste (anticartel, para nós) da União Europeia a três grandes bancos, o JP Morgan, o Crédit Agricole e o HSBC, no valor de 485 milhões de euros, algo em torno de 1,8 bilhão de reais.

Motivo: formação de cartel para manipulação dos juros cobrados dos correntistas, trocando informações de forma ilegal e obtendo grandes lucros com as manobras.

Os grandes bancos estão sob investigação da autoridade europeia há pelo menos cinco anos e, em 2013, quatro deles foram multados em 1 bilhão de euros, cerca de 3,6 bilhões de reais, pelo mesmo motivo.

 

O que a União Europeia tem que nós não temos?

Quando o Ministério Público Federal vai começar a investigar os crimes contra a economia popular praticados pelos grandes bancos de varejo do Brasil?

Será que um dia veremos um grande banqueiro que manipula o mercado financeiro nacional ser preso como os grandes empreiteiros que manipulam licitações?

Ou será que são inocentes os donos do mercado financeiro nacional que constroem a inadimplência em cima de dívidas que já foram pagas pelo cidadão correntista?

Um dia ainda vamos abandonar a mansidão diante dos grandes cartéis brasileiros!

Um deles, pelo menos, parece que já ruiu.

Que os outros sigam o mesmo caminho.

Amém!

 

 

 

 

 

 

 

Ficou feio, sim

Sem dúvida alguma, a imagem do juiz Sérgio Moro todo risonho ao lado de Aécio Neves é inconveniente. O tom aparentemente jocoso da conversa destoa da atuação rigorosa do magistrado e dá margens a interpretações sobre a alegada “preferência” dele pelo tucanato, um dos principais argumentos da defesa petista no calvário do governo Dilma.

Afinal, Aécio aparece em várias delações e recebeu muito dinheiro dos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobrás e outros órgãos estatais.

Não convinha se deixar fotografar nessa aparente tricotagem.

Todavia, até onde se pode ver, não se cometeu crime algum no evento promovido pela revista.

O País poderia ter ficado sem essa.

 

 

A educação se deteriora

Os dados divulgados nesta manhã pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) referentes a 2015 são muito graves. E igualmente muito tristes. O Brasil não só se mantém nas piores colocações entre os 76 países pesquisados, como piora sua posição em relação ao levantamento realizado três anos antes.

Numa análise linear, não se pode dizer que houve um governo melhor que o outro na gestão da educação no Brasil. Todos foram o que de pior poderiam ser. E isso desde o regime militar, que fez uma reforma do ensino que abriu caminho para a deterioração do ensino público brasileiro.

Até a década de 1970, muitos vão se lembrar, tínhamos escolas públicas de qualidade, com um ambiente favorável e uma cultura de ensino respeitável. Poucas eram as escolas particulares, principalmente em cidades menores.

Nada contra a evolução do ensino privado, mas isso jamais poderia ter ocorrido na exata proporção do sucateamento e desmoralização das escola pública. Foi uma ferida aberta pelos militares e depois agravada na redemocratização.

quadro-pisa

Nada menos do que 70,3% dos estudantes brasileiros na faixa dos 15 anos (que é o universo pesquisado) ficaram abaixo do nível 2 na avaliação, definido como patamar mínimo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão da ONU que realiza a consulta, para que o estudante possa exercer sua cidadania de forma plena.

Interessante ressaltar o vínculo direto que a OCDE faz, com a pesquisa, enter educação e desenvolvimento econômico. O ensino de qualidade é um fundamento para o crescimento econômico e social.

E o Brasil vem fazendo muito feio.

No momento em que nos deparamos com a urgência de uma reforma política e administrativa que ponha fim à corrupção e a incompetência criminosa de nossos órgãos governamentais, precisamos igualmente e corrigir as rotas da educação no País.

O Brasil vem há cinco décadas se desconstruindo. Na contramão do mundo.

 

As dez maiores médias em matemática:

1)      Cingapura: 564 pontos

2)      Hong Kong (China): 548 pontos

3)      Macau (China): 544 pontos

4)      Tawian (Chinese Taipei): 542 pontos

5)      Japão:  532 pontos

6)      B-S-J-G* (China): 531 pontos

7)      Coreia: 524 pontos

8)      Suíça:  521 pontos

9)      Estônia: 520 pontos

10)  Canadá: 516 pontos

*Províncias chinesas Pequim, Shanghai, Jiangsu e Guangdong

As dez menores médias em matemática:

1)      República Dominicana: 328 pontos

2)      Argélia: 360 pontos

3)      Kosovo: 362 pontos

4)      Tunísia: 367 pontos

5)      Macedônia: 371 pontos

6)      Brasil: 377 pontos

7)      Jordânia: 380

8)      Indonésia: 386 pontos

9)      Peru: 387 pontos

10)  Colômbia: 390 pontos