Muito além do óleo de peroba

Tá na hora de bater panela de novo.

De preferência, na cabeça dos picaretas da Câmara dos Deputados que fizeram a transmutação do projeto anticorrupção em um monstengo pró-corruptos.

É muita canalhice num congresso só!

Vai chegando a hora de reformar o modelo político brasileiro.

Antes que o atual acabe com o que restou do País.

Credo!

Oremos!

 

 

 

Pedágio, a vergonha nossa!

A notícia é velha – de ontem -, mas indignação é mais antiga ainda. A tarifa de pedágio vai subir no Paraná! Como se precisasse e fosse juste. Só que não né. Carro pequeno vai pagar, na praça de pedágio de Jataizinho, estratosféricos R$ 21. Isso para circular em pista simples, com raras terceiras pistas.

Esse é o pedágio mais caro do Paraná. Arrisco dizer que de todo o mundo.

Uma vergonha que deve ser creditada sempre à astúcia do ex-governador Jaime Lerner, que fez a felicidade de alguns poucos – ele incluído – e a infelicidade de todos os parananenses.

Não tem uma vez que passo pelas praças de pedágio do Estado que não me venha a triste (re) constatação da minha condição de otário, aquele que paga demais para não receber nada (ou pouco demais) em troca.

Luto no esporte

Dia muito triste esse 29 de novembro de 2016. A queda do avião que levava de carreira que levava a equipe do Chapecoense para Medellin, na Colômbia, foi uma tragédia para o time e para a imprensa esportiva. São 71 mortos e cinco sobreviventes, segundo as informações mais recentes. Das equipes de jornalismo, 21 profissionais morreram.

Sempre ouvi falar que colocar uma equipe inteira – seja de atletas ou mesmo de diretores de uma empresa – num mesmo voo era desaconselhável. O acidente desta madrugada na Colômbia comprova a tesa.

É muito pouco provável que ocorra, mas quando acontece a tragédia é imensa.

Mas pouco se pode fazer no caso das equipes esportivas, especialmente na América Latina, onde os calendários são apertados e oferta de voos, limitada.

Luto!

 

Para onde vais, Cuba?

Vai ser interessante e revelador o descortinamento de Cuba, a partir de agora. Com Fidel morto e o regime socialista cubano flertando com a democracia, as cortinas vão cair, mesmo que aos poucos. A realidade do país e de seus cidadãos, a verdade sobre o mito Fidel, a história real da nação que se transformou numa espécie de lounge para os socialistas mundo afora.

Não será tão rápido, mas valerá a pena esperar.

Qual Fidel é o verdadeiro, o herói revolucionário ou o facínora?

A História dirá.

Só espero que os cubanos não percam aquela petulância que o mundo conhece, especialmente através do esporte, para engrossarem a fila dos latinos mendicantes que fazem de tudo para viver na América do Norte.

 

 

 

Cartéis também merecem panelaço

Há um lado da Operação Lava Jato que sem dúvida alguma merecia mais atenção do que vem recebendo por parte da população e dos veículos de comunicação. Nada que reduza a gravidade dos atos desonestos cometidos pelos políticos dos mais diversos partidos e posições nos órgãos de governo. Mas que deveria estar no centros das discussões.

A corrupção empresarial é tão desastrosa para o país quanto a dos agentes políticos, até porque sempre estiveram ligadas intimamente.

A Operação Lava Jato escancarou o que alguns poucos ousaram questionar nas últimas décadas no Brasil, que são os cartéis. Eles sempre existiram e, mais recentemente, passaram a reinar quase intocáveis.

O cartel das empreiteiras, das montadoras, dos grandes bancos varejo, entre outros.

Esses grupos cometem crimes que vão muito além da corrupção. O principal deles é deturpar as leis de mercado, em especial a relação entre oferta e demanda. Numa economia dominada por cartéis, não interessa se há menos dinheiro em circulação, os preços vão subir do mesmo jeito, porque o lucro não pode cair.

Estamos vendo isso claramente hoje com o mercado de carros novos. Com as vendas em queda, os preços simplesmente subiram. Ou seja, se as montadoras vendiam 10 mil carros por dia e hoje vendem 80, então os 80 compradores vão pagar mais para que a margem de lucro das empresas fique no mesmo nível.

Isso só ocorrem quando as indústrias conseguem agir em bloco, ou seja, nenhuma delas vai fazer liquidação de preços para atrair mais compradores. Se ninguém fura o trato, todas estão salvas da queda nos lucros.

E quem paga é o cidadão, que não tem para onde correr.

Há alguns anos, quando chegou ao Brasil uma marca de carros chinesa, o cartel atacou pesado o governo do PT  e conseguiu alterar a legislação tributária para sobretaxar os veículos da montadora asiática. Resultado: os carros da marca, que eram bem mais baratos, chegaram nos preços das indústrias que já atuavam no Brasil.

E assim o brasileiro segue pagando mais caro nos carros do que em qualquer outra parte do mundo. E não pense que isso é culpa da tributação brasileira, já que em países onde a carga de impostos é maior do que a nossa os veículos custam menos.

O custo financeiro também chegou a um nível insuportável no Brasil. Injustificáveis são as taxas de juros no cartão de crédito, no cheque especial e nas outras linhas de financiamento, principalmente para o correntista normal.

E não há qualquer tributação sobre os bancos que justifica tamanha voracidade. Nenhuma. Os grandes bancos de varejo mandam nas taxas que praticam com tanta liberalidade que colocam o preço que querem no seu produto, que é o dinheiro emprestado ao cidadão.

Se a economia nacional vai bem, os juros permanecem altos. Se surge uma crise, aí eles ficam ainda mais altos. Se as coisas melhoram no cenário nacional, as taxas não recuam… e por aí vai.

Assim como as empreiteiras, os grandes bancos de varejo e as montadoras passaram a dominar os mercados onde atuam. Fazem isso para criar condições favoráveis aos seus negócios e lucros.

Aliás, numa economia de mercado o lucro é sagrado. A cartelização, porém, é um crime – inclusive no Brasil. O cartel, portanto, é uma ameaça elementar ao capitalismo, por promover o desequilíbrio nas relações de mercado, com graves consequências para o conjunto todo.

Parte desses cartéis está nas mãos dos promotores e juízes da Lava Jato. Porém, ao contrário da banda política, recebe pouca atenção.

Os cartéis também merecem panelaço.